
Entrevistando o professor...
Na busca por algo que completasse nossa visão e nos deixasse tão satisfeitas e bem orientadas como as ações de marketing (heheh), conversamos com um profissional da área que também é pesquisador, professor, palestrante internacionalmente conhecido e tem livros publicados sobre o assunto, com uma larga experiência no ramo e formação acadêmica de darem invejinha: Graduação em Administração pela FAE, Pós Graduação em Análise de Sistemas pela PUC, MBA pela USP e diversas especializações, como Marketing e Gestão, com ênfase em Pesquisa, Planejamento, Estratégia, Produtos e Serviços, Projetos e outras áreas relacionadas. O professor Gerson L. Gantzel é de Curitiba-PR e foi muito pronto em atender as gurias aqui - professor, se o senhor estiver lendo, muito obrigada! - e a entrevista, cheia de bons conceitos e conselhos, você confere a seguir.
• O que te influenciou a escolher esta profissão?
Eu já deveria ter percebido minha vocação desde criança porque sempre gostei de jogos com estratégia e também porque desde muito cedo, meus pais que sempre foram Vendedores e/ou Gerentes ou Diretores Comerciais, me levavam para as lojas onde trabalhavam e eu vivenciava todas as experiências deles. Mas no início da minha carreira, trabalhei como promotor de vendas, analista de OSM e até na área financeira (meu primeiro livro se chama Revolução nos Custos). Mas foi durante a Reengenharia do Boticário que pude conhecer toda a empresa, todos os seus processos, e descobri minha paixão por Marketing, migrando para a área e refugando atividades em outras.
• Qual foi seu primeiro emprego na área de Marketing? O que você trouxe de positivo dele para sua carreira?
Foi justamente no Boticário. Até meados da década de 90, o Miguel Krigsner, Fundador e Presidente do Grupo, era o responsável direto pela área e contava com uma estrutura enxuta para Marketing. Havia uma house e usávamos a W Brasil para Propaganda. O mais positivo foi ter iniciado na área justamente quando todos os processos eram revisados, acho que pude aprender muito. Na ocasião fizemos benchmarking (processo contínuo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais para aprimorar ou criar vantagem sobre os concorrentes) com muitas empresas do Brasil e do exterior, e implantamos vários procedimentos que eles tinham ali. O próprio resultado da empresa também foi muito positivo, digno de inclusão no CV: o número de lojas cresceu muito - hoje são mais de 4.500 lojas apenas no Brasil. E com o faturamento não foi diferente: houve um aumento de aproximadamente 400%. Muito resultado. Muita mudança.
• Como é a rotina de um profissional de Marketing? E a sua, especificamente?
Tento seguir uma lógica em minhas ações e de minha equipe. Primeiro obtemos informações - qual nossa imagem, satisfação dos clientes, taxa de atratividade de lead's e prospect's (contatos incógnitas e contatos com potencial para virar clientes, respectivamente) por meio, player's (empresas concorrentes num mesmo mercado), desempenho de site e mídias sociais etc. A partir daí definimos ou confirmamos a estratégia. Sempre faço um Plano de Comunicação baseado no qual são emitidos os briefings (resumos com o perfil de cada cliente, onde todas as informações relevantes para construção de cada ação estão presentes). Em boa parte dos casos temos contato com a direção ou com áreas internas ou fornecedores (atuais e potenciais – que são periodicamente analisados).
• Em que empresa você trabalha? Conte um pouquinho sobre ela.
Sou Professor (hoje estou mais na ESIC e no Centro Europeu), Escritor (mas hoje não tenho tido tempo para dedicar-me a tal fim), e Consultor. Como consultor de Marketing, tenho alguns clientes fixos e outros para projetos específicos. Em 2014 concluí um projeto no Colégio Erasto Gaertner, que estava pré falimentar e que após o trabalho cresceu 60% físico e mais de 100% financeiro. Neste momento, estou conduzindo a campanha da ESIC, presto serviços para o Beto Madalosso, dono dos Restaurantes Madalosso e meu principal cliente é a AUSLAND (um software para gestão de negócios), cuja meta é triplicar em 5 anos. Normalmente os projetos ou são de melhoria de resultado (crescimento de faturamento, imagem ou lucro) ou ainda de implantação (novos negócios).
• Como você faz para lidar com os clientes mais insatisfeitos?
É muito difícil. Quando alguém procura um consultor, mais que uma agência, ele provavelmente tem um problema e que ele próprio ou sua equipe não conseguiram resolver. Então seguimos os mesmos passos: investigamos informações, definimos ou revisamos estratégias e finalmente executamos as ações, sempre integradamente com as equipes do cliente. As maiores dificuldades sempre envolvem a integração de equipes e a comunicação, motivo pelo qual tais aspectos precisam ser muito bem acompanhados. Tentamos pedir avaliações constantes e periodicamente avaliamos os resultados em conjunto.
• Agora que você já falou dos problemas, conte-nos qual é a melhor coisa da sua profissão.
Ver o resultado que se pode causar numa empresa. É muito bom poder dizer: “eu ajudei o time que fez isto”. Por exemplo, o Colégio EG, que citei, fica próximo à casa onde resido. Quando fui de sala em sala apresentar a nova campanha da ESIC, pude ver que todos reconhecem os resultados. E como professor, não há nada mais agradável do que ver a evolução de nossos alunos, suas promoções, seus resultados nas empresas em que trabalham. Hoje, com um pouco mais de idade, é agradável ser reconhecido e cumprimentado nos locais que frequento. E é claro, há o reconhecimento financeiro, tanto advindo da maior remuneração, como dos prêmios que recebemos.
• Para finalizar, poderia dar algum conselho para alguém que quer seguir essa área tão interessante?
Estude muito nas melhores instituições e trabalhe nas empresas que irão lhe propiciar a melhor experiência.Quando for estudar, certifique-se de que está desenvolvendo também a si próprio, ao seu comportamento e relacionamento, e não apenas aos aspectos técnicos. O marketing é uma área muito técnica e irá requerer muito estudo, mas sem comportamento e domínio político não haverá sucesso. Quando procurar emprego, principalmente no início, tenha um plano para sua carreira, considere sempre o que irá aprender e o quanto irá aprender Faça um plano para períodos de 5 a 7 anos sempre considerando o que deseja na carreira (cargo, salário, emprego etc.) e seus requisitos (formação, conhecimento, experiência etc.). Ajuste suas expectativas com suas ações.
MAS ACIMA DE TUDO, SEJA E FAÇA SER FELIZ. NÃO ESQUEÇA QUE RESOLVER PROBLEMAS FAZ PARTE DE NOSSO TRABALHO. ENCARAMOS AS DIFICULDADES COMO MEROS MARCOS A SEREM SUPERADOS ATRAVÉS DE NOSSOS PLANOS E AÇÕES.
